Carta Loyall Abril 2021

Ibovespa alcança primeira alta mensal em 2021

O Ibovespa encerrou o mês de março em alta de 6%, alcançando o primeiro fechamento mensal positivo do ano. As altas mais expressivas se concentraram em empresas com maior potencial de valorização após a reabertura da economia, e no setor de commodities.

O forte desempenho da bolsa ocorreu apesar de uma piora significativa no quadro da pandemia no Brasil, de uma elevação na percepção de risco fiscal local com a aprovação de um orçamento controverso para o ano de 2021, e de maiores incertezas decorrentes da condição de elegibilidade do ex-presidente Lula.

Ainda em março, o Copom decidiu por elevar a taxa Selic em 75bps, iniciando um movimento de normalização parcial da política monetária. Para a próxima reunião, que ocorrerá no mês de maio, o Comitê já sinalizou que deve entregar um novo aumento, de igual magnitude.

No cenário externo, os índices americanos Dow Jones e S&P 500 subiram 6,6% e 4,3%, respectivamente, registrando o melhor desempenho mensal desde novembro. As ações de tecnologia, por sua vez, tiveram um desempenho menos expressivo, acumulando um ganho mensal de 0,4% e evidenciando um período mais favorável a setores cíclicos em detrimento de tecnologia.

Ao longo do mês, ações globais sofreram com volatilidade relativa ao aumento dos juros do título de 10 anos dos EUA, o qual chegou a ser negociado acima da marca de 1,70%. Seus níveis aumentaram em linha com expectativas de uma forte recuperação econômica e com preocupações relativas à inflação no país.

Alocações offshore ganharam maior relevância nas carteiras

Em nossas carteiras, continuamos com o processo de diversificação geográfica. Desde o início de 2021, viemos progressivamente reduzindo nossa exposição a ativos brasileiros, e aumentando a alocação a ativos estrangeiros. Nossos investimentos se concentram, principalmente, em ações de países asiáticos, apresentando relevante exposição à China, e ações de setores selecionados dos Estados Unidos, dentre eles o setor financeiro e o segmento de médias e pequenas empresas americanas.

Seguindo esta diretriz, hoje temos alocações offshore através do veículo Crossborder que se concentram em ETFs dos EUA (setor financeiro, small caps, tech e S&P), e países da Ásia (principalmente China, Taiwan Coréia, Índia e Japão) e da Europa (Alemanha). O fundo permanece sem exposição cambial.

Na parte da alocação em terceiros, prosseguimos com o movimento de reduzir as posições em fundos com maior risco local, e aumentar gradualmente a exposição a risco offshore. Durante o mês de março, grande parte do recurso já foi realocado.

Agradecemos a leitura e até a próxima!