Carta Loyall Janeiro 2021

  • 14 de janeiro de 2021
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Ibovespa encerra o ano de 2020 em recuperação; dólar registra alta expressiva no período

Após um ano extremamente desafiador, o Ibovespa conseguiu recuperar as perdas acumuladas e encerrar o ano de 2020 com uma alta de 2,92%, registrando uma alta de 9,30% durante o mês de dezembro. Durante o mês de janeiro de 2020, o índice havia atingido o patamar de 119.527,63 pontos, caindo cerca de 45% até o final do mês de março. No fechamento do último dia útil de dezembro, a cotação registrada para o índice foi de 119.017,24 pontos.

O entusiasmo com o início do processo de vacinação contra a Covid-19 em diversos países prevaleceu durante o mês de dezembro, apesar da descoberta de uma nova mutação do coronavírus, mais contagiosa, anunciada pelo Reino Unido. Adicionalmente, os mercados reagiram positivamente ao avanço em negociações para aprovação de um novo pacote de estímulo fiscal nos EUA, atenuando os efeitos da recessão causada pela pandemia.

Em uma extensão do maior otimismo global observado já em novembro, mais uma vez os fluxos de capital estrangeiro contribuíram positivamente para a subida do Ibovespa. De acordo com dados da B3, durante o mês de dezembro, os investidores estrangeiros trouxeram R$ 19,744 bilhões para a bolsa brasileira, na maior entrada líquida de capital externo na bolsa no mês de dezembro em toda a série histórica iniciada em 1996.

Já o dólar encerrou o mesmo período com uma alta acumulada de 29,33%. A moeda, que encerrou o ano ofertada a R$ 5,189, apresentou alta mensal de 2,95% em dezembro. Fluxos pontuais observados no final do ano se somaram aos níveis de juros baixos e às incertezas fiscais locais, contribuindo para o desempenho da moeda ao longo do período.

O que esperamos para 2021?

O cenário projetado para 2021 é mais benigno. A vacinação contra a Covid-19 e a evolução da eficácia de tratamentos contra a doença possibilitam melhores condições para a recuperação da economia global. 

Alguns setores, cuja atividade ainda se encontra bastante defasada, deverão apresentar uma retomada ainda mais acentuada. Os altos estímulos fiscais e os baixos níveis de taxas de juros globais deverão passar por uma gradual normalização, conforme o retorno das atividades.

Enquanto isso, no Brasil, as atenções ainda se voltam para o quadro fiscal. A dívida/PIB brasileira, uma das maiores entre países emergentes, continua a demandar cautela dos investidores. Também acompanhamos quando se dará o início do processo de vacinação local, condição necessária para que a atividade econômica possa ser retomada. 

Continuamos projetando um cenário de inflação doméstica elevada apenas no curto prazo, com altas transitórias que devem ser normalizadas ao longo de 2021, após a finalização do auxílio emergencial, o qual impulsionou a demanda por produtos de alguns setores, e com a normalização da oferta de produtos cujo fornecimento se tornou escasso durante o período da pandemia.

Nas carteiras, continuamos comprados em ativos de renda variável e acreditando em uma queda do dólar frente ao real. No entanto, aproveitamos o otimismo observado no final de 2020 para aumentar as proteções para nossa exposição à bolsa local. Também diversificamos ainda mais nosso portfólio, incluindo ativos de diferentes mercados globais, a fim de descorrelacionar os componentes de nossos portfólios.

Agradecemos a leitura e até a próxima!