Carta Loyall Novembro 2020

  • 16 de novembro de 2020
  • Cartas
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Mês de outubro se encerra com volatilidade elevada, e o noticiário internacional predomina

O Ibovespa iniciou o mês em alta, chegando a atingir a marca de 7,7%. Mas o índice de ações acabou cedendo a partir da quarta semana, encerrando outubro com uma queda de 0,69%. O dólar, por sua vez, acumulou uma alta de 2,17% no mesmo período, finalizando o mês cotado a R$ 5,74. O Banco Central realizou intervenções no mercado, buscando conter a alta do dólar por meio de leilões à vista.

O mês de outubro foi marcado por uma mudança de sentimento nos mercados e, consequentemente, por mais volatilidade.  A razão por trás disso foi um aumento na percepção do risco global por parte dos investidores agora que a chamada segunda onda da pandemia do SARS-CoV-2 entrou em ação. As percepções mudaram principalmente após os seguidos anúncios de medidas de lockdown (parcial ou quase total) por parte da maioria dos países europeus. Neste momento, ganha maior peso a incerteza quanto à trajetória da Covid-19 não apenas na Europa, mas possivelmente também em outros países, como os Estados Unidos, por exemplo. Este cenário levou os investidores a reduzir as suas exposições ao risco, em um movimento de risk-off global. 

A proximidade das eleições norte-americanas, realizadas no dia 3 de novembro, representou outro fator importante por trás da maior volatilidade e aversão a risco nos mercados, especialmente no final de outubro. Mas o resultado do pleito – a vitória do candidato democrata Joe Biden – se revelou altamente positivo para os índices de ações globais, que iniciaram o mês de novembro em um expressivo rally. Ações de setores mais tradicionais da economia apresentaram uma performance especialmente destacada na comparação com as ações dos setores mais ligados à tecnologia – que, por sua vez, vinham registrando os melhores desempenhos nos últimos meses.

Outro assunto relativo aos Estados Unidos e que foi acompanhado de perto pelos investidores durante o mês de outubro foram as negociações entre democratas e republicanos em torno de um novo pacote de estímulos fiscais para amenizar os danos econômicos causados pela pandemia. No entanto, os dois partidos não conseguiram chegar a um acordo, e as expectativas quanto à aprovação deste novo pacote foram frustradas. As negociações serão retomadas, mas ainda não há uma data definida para isso acontecer.

Índices de inflação seguem em aceleração no Brasil

A inflação no Brasil continuou acelerando durante outubro. Considerado a prévia da inflação oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (ou IPCA-15) do período registrou alta de 0,94%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), por sua vez, subiu 0,86%. Em ambos os casos, pode-se identificar pressões oriundas dos preços dos alimentos, da gasolina e das passagens aéreas – mas com as altas nos valores distribuídas de maneira não uniforme entre os diversos subgrupos. Por ora, os sinais apontam para uma alta temporária nos preços. A expectativa, porém, é de normalização já nos próximos meses.

O noticiário político brasileiro de outubro se mostrou relativamente mais tranquilo. Colaborou para este cenário a decisão de definir as fontes de financiamento do programa Renda Cidadã apenas depois das eleições municipais, que ocorrerão no dia 15 de novembro (primeiro turno) e 29 de novembro (segundo turno). 

Durante outubro os nossos portfólios continuaram equilibrados e com proteções na carteira, de forma que possamos atravessar com mais tranquilidade este período de maior incerteza e volatilidade nos mercados. À medida que essa situação for se dissipando, iremos rebalancear as nossas carteiras tendo como foco a diversificação tanto em termos de ativos quanto de mercados.

Agradecemos a leitura e até a próxima!